segunda-feira, outubro 16, 2006

Estado da Nação.


Não gosto de politica, não me interessa o que o Srs. discutem na Assembleia de vez em quando, e já há muitos anos, que não me dou ao trabalho de sair de casa em dias de votação...
Mas quando aparecem noticias como esta, começo a pensar em assuntos que não me apetece minimamente pensar, e começa assim a modos que a nascer em mim um sentimento de raiva miudinha, revolta, e sei lá que mais...
Pinho incómodo no Governo

Vários membros do Governo ficaram surpreendidos com o anúncio do fim da crise da economia portuguesa por parte do ministro da Economia e da Inovação na passada sexta-feira. Segundo apurou o CM, o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, terá ficado desagradado com as declarações de Manuel Pinho, não porque não sejam verdadeiras (a economia efectivamente está a crescer) mas porque foram desajustadas ao momento político.

Fonte governamental disse ao CM que as declarações de Manuel Pinho, proferidas numa altura em que ainda decorrem negociações com os sindicatos, fragilizaram a posição do Governo. De facto, quando o Governo reafirma que que só pode aumentar, por exemplo, o subsídio de refeição dos funcionários públicos em seis cêntimos, os sindicatos respondem: “Mas a crise não acabou?” Deste modo, o anúncio de Manuel Pinho “tira o tapete ao Governo nas negociações”, comenta a mesma fonte.No sábado, o ministro da Economia viu-se obrigado a vir a público explicar as suas declarações, dizendo, tal como noticiou ontem o CM, que não queria anunciar o fim da crise, “porque o fim da crise não se decreta, porque isso era algo infantil e de quem não percebe nada de economia”. Manuel Pinho explicou que o que queria era dar uma palavra de esperança para os portugueses, para os empresários, os trabalhadores, professores e jovens”.Seja como for, a verdade é que o incómodo no Governo ficou e, ainda por cima, já não é a primeira vez que Manuel Pinho protagoniza situações de contestação.Geralmente, quando um ministro está a ser alvo de contestação, José Sócrates dá força a esse ministro, como foi, por exemplo, o caso do ministro da Justiça, Alberto Costa, e, agora, a ministra da Educação. Tal ainda não aconteceu com Manuel Pinho. Talvez porque seja o próprio ministro a originar as situações.
Algumas questões se me levantam:
- Se há não crise, Sr. Ministro, porque é que o local onde trabalho vai ser extinto?
- Porque é que vou pagar para estar numa cama de Hospital, doente e deprimida, como se estivesse a pagar a estada num Hotel?
- Porque é que vou ter que começar a descontar mais para a Adse?
_ Porque é que fui este final de semana dar um passeio ao Alentejo, e gsatei 30 euros de gasolina, enquanto aqui há poucos anos atrás gastava 20 euros??
Enfim, e poderia estar aqui a levantar questões, até se me acabarem os carateres.
Quanto ao sr. Ministro ser incomodo ao proprio governo, só me ocorre dizer que é o desgoverno total!!!!
Organizem-se!

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