
Há dias, momentos em que nos damos contas que vivemos uma vida fantasiada, uma vida que não é a nossa, uma vida a nos agarramos com unhas e dentes, porque se acreditamos que essa vida existe, vivemos melhor...
Mas depois há acontecimentos que nos mostram a realidade nua e crua, que nos mostram que a vida em que queremos acreditar com toda a força, que essa vida não existe , que há sentimentos que há muito deixaram de existir (se é que existiram alguma vez).
E nessas alturas, sentimo-nos terrivelmente sós e abandonados, como uma naufrago que é deixado em alto mar, a tentar atirar a mão a qualquer coisa, na tentiva vã de nos salvarmos...
Tenho um grande defeito que é não arriscar, não ser capaz de arriscar e de me agarrar a coisas velhas, gastas, a caminhos que nunca me irão levar a lado nenhum a não ser ao caminho do sofrimento...
E passo o tempo a deitar a mão, a NADA!
Talvez prefira os restos, talvez me contente com migalhas, por medo de perder tudo e por medo do desconhecido.
Mas um dia, um dia sei que irei ter força e coragem para tomar outro caminho, seja ele o mais certo ou não, mas tomar outro caminho, porque eu SOU MAIS EU, e mereço ser feliz, ou pelo menos mais feliz do que sou actualmente, já que a felicidade é algo de muito relativo.
E amanhã será um novo dia, e a esperança ainda que muito ténue, nunca mas nunca deve morrer por completo....
(este é apenas um desabafo de mim para mim, algo que só eu irei perceber, talvez, mas precisava de dizer isto e pela escrita.
Aqui é mesmo o melhor sitio, porque há coisas que os nossos familiares , amigos, estão fartos de ouvir e de nos dizer, e ás vezes nada melhor do os desconhecidos para nos "ouvirem")