
Respondendo ao desafio da Mairiita -
http://inconformada.blogspot.com/ - (queria colocar isto de outra maneira mas ainda não aprendi), passo a explicar a dificil tomada de decisão, em relação á profissão quando fosse mais crescidita.
Passei pelo desejo de vários oficios e acabei os meus dias a trabalhar em algo que nada tem a ver com nada...passo a explicar:
Quando era mais miuda, queria ser médica, acho que todos nós tiveram esse desejo (ou quase todos). Talvez á conta da inúmera Tv que via, já que adorava ver filmes e series de medicina. Fascinava-me o interior do corpo humano, não sei porquê. Depois fui crescendo, comecei a ficar hipocondriaca, e achei que não iria ter sucesso na profissão , já que provalmente me tornaria mais doente do que os proprios doentos, nem que fosse somente em espirito. Também nunca gostei de matemática, nem nunca percebi lá mto de números, logo ali não estava o meu futuro.
Quando cheguei ao secundário, e porque optei por letras, comecei a pensar em Direito, ser advogada ou algo relacionado com a lei, seria com certeza muito interessante
Tinha mudado para series de tribunais e afins, claro...
Confesso que aquelas teimosias nas salas de audiência me pareciam muito bem, defender uma pessoa com unhas e dentes, e vencer o parceiro, era algo que tinha a ver comigo; só não tinha a ver comigo era o facto de se defender uma pessoa que eu á partida sabia que seria culpada, fingir não tem nada definitivamente a ver comigo.
Bem, lá andei eu, até que tive Direito pela primeira vez como disciplina no secundário. Só que achei aquilo tão teórico, tão chato, que desisti, até porque as médias para entrada na faculdade eram demasiadamente altas para entrar na Faculdade de Direito.
No ano em que completei o 12º ano, o meu pai morreu subitamente, em Março desse ano. Depois de ser um bocado obrigada a "crescer á força", percebi que o que gostava mesmo, nada tinha a ver com estas temáticas, gostava de conversar, de entender os outros, de entrar nas repectivas cabeças, de tentar ajudar, ou seja começei a perceber que gostava imenso de Psicologia, descobri aos 18 anos, que o que queria mesmo ser na vida era Psicóloga.
Mas claro que nesse ano a disposição era zero, e como depois de ter tentado entrar no ISPA (não podia entrar na pública por ser de Letras) e não conseguir desisti da vida de estudante, até porque queria era ter o meu dinheiro para as minhas coisas, e nessa altura não conseguiria conciliar estudo e trabalho por razões psicológicas ( o tal "ter que cuidar de mim e dos outros").
E pronto, nesse ano consegui emprego na função pública como administrativa e cá estou estou até hoje, com o curso de Psicologia por fazer, mas continuando a gostar muito da área.
Outra coisa de que gosto imenso é de Turismo, Viagens e afins e não me importava mesmo nada de ter uma agência de viagens, mas ser a dona, para poder ir a varios locais, ver como é, sem pagar nada eheheh
Moral da história: não segui nenhuma das direcções, mas sinto-me bem onde estou, gosto do que faço e acho que isso é que interessa.
Passo o desafio á Mina, Anokas, e Lurdes :-).